Resenha: Garoto encontra Garoto



Editora: Galera Record
Autor: David Levithan
Páginas: 240
Sinopse: Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!




                Garoto encontra Garoto é o segundo livro do David Levithan que eu li. Eu  tenho ouvido muitos comentários elogiosos a respeito dos livros do autor, e eu havia gostado muito de Todo Dia, então comecei Garoto encontra Garoto com as expectativas bem altas.
                O que aconteceu não foi um desapontamento gigantesco. O livro é, sim, muito bom, mas eu esperava muito mais dele. Eu acho que o autor fez a cidade onde as coisas se passam – e as pessoas que vivem lá – um pouco... utópicas demais. Tudo era tão perfeito e as próprias personagens se encaixavam tão bem nesse cenário que se tornavam um tanto quanto rasas e previsíveis.
                A história “principal” do livro é o relacionamento entre Paul e Noah. Eu fiquei com medo quando, logo no começo do livro, eles se conhecem – é uma coisa bem simples, uma troca de palavras sem muito conteúdo em uma livraria, mas depois Paul fica todo obcecado em encontrar o garoto de novo. Nesse ponto, eu temia o desenvolvimeto de um “amor-pra-toda-vida”  instantâneo e estava praticamente implorando ao autor na minha cabeça para me provar errada.
                O começo do relacionamento dos dois acabou sendo em um ritmo um rápido demais para o meu gosto, mas então surge um conflito entre eles que, na minha opinião, salvou bastante a história. Isso é uma coisa que me fez gostar mais do livro: as personagens erram. Dá pra reconhecer conflitos pelos quais muitos adolescentes, sejam héteros, gays ou transgêneros, passam. A confusão de se gostar de alguém e magoá-los, ainda que sem querer, descobrir o que você quer e quem são seus verdadeiros amigos. Ainda que eu não tenha conseguido sentir as emoções das personagens enquanto passavam por tudo isso (a escrita do autor me pareceu distante, fria demais), gostei de como ele abordou tudo de uma maneira simples e ainda inseriu diversos momentos cômicos e divertidos ao longo do livro.
                O tempo todo eu debati internamente se deveria dar três ou quatro estrelas para o livro. O fator decisivo para eu me decidir por quatro foram duas situações que, na minha opinião, conseguiram trazer à leitura uma carga mais emocional, talvez exatamente por ser algo que foge da perfeição daquela cidade e reflete um pouco de uma realidade mais difícil. Tony, melhor amigo de Paul, tem pais super religiosos que acreditam que o filho será “condenado” por ser gay, e tentam fazer de tudo para fazê-lo gostar de garotas. Esses dois personagens, ainda que apareçam principalmente através de conversas e da narração de Paul, conseguiram me deixar indignada e com muita pena de Tony.

                A segunda situação envolve Joni, outra amiga de Paul, que começa a se afastar dos amigos (principalmente de Paul) quando começa um namoro com Chuck. As atitudes dela são simplesmente odiáveis, e toda vez que ela falava alguma coisa eu tinha que me controlar para não ter um ataque de raiva.


                No final do livro, há ainda uma “história extra”, protagonizada por Infinite Darlene,  a famosa rainha do baile e melhor quarterback da escola de Paul. É um conto rápido, mas que me cativou muito mais do que o resto do livro.
                Garoto encontra Garoto acabou sendo uma leitura boa, uma (não tão) típica comédia romântica, porém foi menos do que eu esperava.

Classificação final:


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Quem escreve

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Thais Pampado. 20 anos. Escritora e estudante de Produção Editorial. Apaixonada por livros e por escrever. Lê praticamente qualquer gênero, mas tem uma paixão especial por fantasia e YA.
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