Poesia de Lombada
08:48
| Postado por
Thais Pampado
Uma pequena brincadeira com livros.
A marca de uma lágrima em chamas.
A esperança, traída.
Segredos revelados.
Promoção de aniversário: 3 anos do S2 Ler
19:36
| Postado por
Thais Pampado
Olá, pessoal!
Hoje é
oficialmente o aniversário do blog S2 Ler. Parabéns ao blog, e que tenha ainda muitos outros anos de sucesso! E para comemorar tem uma SUPER promoção com muitos livros, inclusive um exemplar do livro NÉVOA - Contos de Suspense e de Terror cedido por mim!
Aqui no blog disponibilizarei apenas o formulário do meu livro, porém se vocês quiserem ver a lista com todos os 84 livros para 78 ganhadores (é isso mesmo!) é só checar esse post do S2 Ler. Corram para participar e boa sorte!
Aqui no blog disponibilizarei apenas o formulário do meu livro, porém se vocês quiserem ver a lista com todos os 84 livros para 78 ganhadores (é isso mesmo!) é só checar esse post do S2 Ler. Corram para participar e boa sorte!
EM PARCERIA COM AUTORES:
THAIS:
REGRAS GERAIS:
-
Ter endereço de entrega no Brasil.
-
Participar da promoção durante o período de inscrição, que é de 13/02 até 20/03/2014.
-
Os sorteados terão até 48
horas para responder ao email de
contato.
-
O mesmo participante poderá ganhar em formulários diferentes, ou seja, mais de
uma vez.
-
Dúvidas: marianarventura@gmail.com com DÚVIDA SOBRE A PROMO DE ANIVERSÁRIO no assunto
REGRAS PARA A
ESCOLHA DOS LIVROS NAS PROMOÇÕES EM PARCERIAS COM BLOGS:
-
Cada formulário possui uma quantidade de livros. Irei sortear a mesma
quantidade de vencedores. Após isso, o 1º vencedor irá escolher dentre os
títulos do grupo dele, depois o 2º, o 3º e assim sucessivamente.
-
Caso algum dos vencedores NÃO
responda em 48 horas, o próximo
vencedor passa a ocupar o lugar deste e o novo sorteio que será feito, será
para definir os vencedores finais. Por
exemplo, em um formulário com 8 livros, se o 6º vencedor não entrar em
contato, o 7º passa a ocupar o 6º lugar, o 8º o 7º e um novo sorteio será feito
para o 8º lugar.
ATENÇÃO: perfis fakes ou utilizados apenas para participar de
promoções serão desqualificados.
SOBRE OS ENVIOS:
-
Os blogs e editoras não se responsabilizam por eventuais extravios, roubos ou
perdas dos correios.
-
Cada blog fica responsável pelo envio de seus livros (a lista estará abaixo do
formulário do Raffle).
-
O blog pode ou não fornecer o rastreio aos vencedores. Fica a critério de cada
blog.
-
Alguns livros serão enviados por EDITORAS, e estas NÃO enviam o rastreio.
-
Os blogs terão até 60 dias para enviar os livros (o motivo de tantos dias para
envio é que a maioria dos livros serão enviados pelo blog S2 Ler, e para que
não haja falência com os correios, peço paciência, rs)
-
Passado esse período, se o vencedor não tiver recebido algum título, deverá
entrar em contato com o blog responsável.
-
Os blogs não são obrigados a reenviar os livros caso o vencedor forneça dados
errados e os livros retornem ao remetente.
-
Caso os destinatários encontrem-se ausentes e os livros retornem, os blogs não
serão obrigados a fazer o reenvio de seu próprio bolso. Ou seja, caberá ao
vencedor pagar pelo reenvio. Portanto, atenção aos correios.
-
Os livros chegarão em datas diferentes, pois serão enviados por blogs
diferentes
Amigos de Papel
15:11
| Postado por
Thais Pampado
Assim que
abriu o livro, as palavras tomaram conta de seus olhos, e logo estava rodeada pelos amigos de papel que tanto amava.
Marcadores:textos | 4
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O Círculo dos Filhos
21:23
| Postado por
Thais Pampado
O blog Psychobooks está com um grande concurso cultural valendo vários kits de livros para
comemorar seu aniversário. Em um desses kits, a tarefa é escrever um texto
utilizando os títulos dos seis livros que o compõe: A
Filha da Minha Mãe e Eu, O
Reino, O Livro do Amanhã, Bruxos
e Bruxas, Manuscritos
do Mar Morto e Tipo Destino.
Quando
fui escrever o texto, que a princípio era para ter uns dois parágrafos, acabei
me empolgando e ele se estendeu muito mais do que o esperado, tanto que acabei
usando só parte dele para o concurso. De qualquer maneira, achei interessante
compartilhar o texto todo no blog! Boa leitura!
-x-
Naquela
noite, a Clareira Sagrada era iluminada pela pálida luz da Lua Cheia que
brilhava no céu. Uma leve bruma tomava conta do lugar, através da qual era
possível ver numerosos vultos, vestindo longas capas pretas, os capuzes
erguidos escondendo seus rostos. Eles formavam um círculo silencioso. Em seu
meio, havia apenas o toco de uma árvore há tempos cortada, no qual repousava um
grosso livro de aspecto antigo.
Apesar
do frio que fazia, nenhuma das figuras parecia
se importar. Imóveis, elas mantiveram sua formação por um longo tempo,
conforme a Lua subia no céu, até alcançar seu ponto mais alto, com o brilho
incidindo diretamente sobre a clareira. Nesse momento, uma das pessoas se
destacou do círculo, aproximando-se do livro no centro do local. Ela abaixou
seu capuz, revelando um homem de aparência altiva, com cabelos negros lisos até
os ombros e olhos azuis. Os outros membros do círculo imitaram sua ação,
descobrindo seus rostos, que variavam desde jovens até idosos. Todos
apresentavam a mesma coloração de olhos que o homem ao centro.
Este,
após todos terem revelado sua identidade, encostou suavemente a mão direita na
capa do livro.
-
Irmãos e irmãs – proclamou, e sua voz ecoou no silêncio da noite – Bruxos e
bruxas do reino de Saagha, filhos da Natureza e irmãos de sua Filha Suprema, a
Lua Cheia, nos reunimos aqui hoje para celebrar a junção de mais um ao nosso
círculo. Aproxime-se, Elero, filho da Natureza.
Um
garoto franzino, aparentemente o mais jovem dali, destacou-se dos outros e
dirigiu-se ao centro da clareira, parando do lado oposto ao homem com uma
expressão de ansiedade. O livro repousava entre os dois.
-
Seja bem-vindo, Elero, ao Círculo dos Bruxos de Saagha. Eu, Artros, protetor do
Círculo, convido-o a prestar seu juramento para o Livro do Amanhã, nosso guia
sagrado e guardião dos Manuscritos do Mar Morto, o registro dos destinos dos
filhos da Natureza. – disse o homem, retirando a mão que repousava sobre o
livro e em seguida agarrando a mão direita do garoto. – Você está pronto para
se unir a nós?
-
Estou – afirmou Elero, solene.
Sua
mão foi colocada sobre o livro, que emitiu um brilho esverdeado. Os integrantes
remanescentes na formação do círculo se aproximaram e deram-se as mãos de
maneira a fechar os buracos deixados por Artros e Elero. Sob a luz da lua e a
bruma, as pessoas pareciam tremeluzir.
-
Ó, Natureza, poderosa mãe que protege o reino de Saagha, e grande Lua Cheia,
que coloca seu olhar sobre nós – entoou Artros, com a voz repentinamente mais
profunda. Seus olhos, assim como o de todos os outros, voltaram-se para o céu.
– Concedam a Elero sua confiança e deixem que ele siga seu destino, determinado
desde o nascimento, de unir-se ao Círculo dos Filhos.
Dito
isso, Artros retornou para seu lugar no Círculo, juntando suas mãos às dos
outros. O brilho que emanava do livro ficou mais forte, e um vento fraco soprou
por entre as árvores. A tensão entre os presentes pareceu aumentar. Todos os
olhares agora se fixavam no jovem ao centro da clareira. Ao falar, as palavras
de Elero carregavam o peso da responsabilidade que ele assumia.
-
Eu, Elero, juro ser fiel ao Círculo dos Filhos e usar meus poderes com
sabedoria. Tomo todos aqui presentes como irmãos, e juro que por eles darei
minha vida. Juro defender o Círculo, e caso o mal sobrevenha e reste apenas a
Natureza, a Mãe da qual vim e a qual sirvo, a Lua Cheia, a Filha da minha Mãe,
e eu, juro que ainda assim não cessarei minhas obrigações e cumprirei meu
destino até o último de meus dias.
Ao
término da fala do garoto, o vento aumentou de intensidade, enquanto Elero
sentia o poder aumentando dentro de si. As pessoas ao seu redor ergueram os
braços para o alto, entoando um canto para os céus.
-
Grande Mãe Natureza, imponente Lua Cheia, nós lhes oferecemos nosso poder!
A
floresta, antes silenciosa, parecia estar viva; as árvores pareciam se mover ao
redor do círculo, e a luz que incidia sobre a clareira pareceu ficar ainda mais
forte. Elero fechou os olhos, a mão ainda posta firmemente sobre o Livro do
Amanhã, e repetiu junto aos outros:
-
Grande Mãe Natureza, imponente Lua Cheia, nós lhes oferecemos nosso poder!
E,
de repente, tudo cessou. As vozes se calaram, o vento parou de soprar, e o
livro não mais emitia brilho algum. Por alguns instantes, todos mantiveram um
ar solene, que indicava o fim da cerimônia. Então, lentamente, os bruxos e
bruxas foram se aproximando de Elero para lhe dar as boas-vindas, agora em tons
bem mais descontraídos. O garoto parecia afogueado com toda a atenção.
Artros
se aproximou do jovem e colocou a mão sobre seu ombro.
-
Seja bem-vindo ao Círculo, irmão.
Elero
sorriu.
-
É muito bom finalmente me juntar a vocês, irmão. – por fim, toda sua animação e
orgulho pareceram transparecer em seu rosto, e, abandonando toda a postura
séria, ele acrescentou – Tipo... destino melhor que esse não tem!
Artros
riu do jovem bruxo e em seguida afastou-se, deixando Elero usufruir da atenção
de ser o mais novo membro do Círculo dos Filhos.
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Oceano
22:14
| Postado por
Thais Pampado
O
azul estendia-se até os pontos mais longínquos do horizonte. As ondas
erguiam-se majestosamente, impondo sua força sobre os mares. Até que chegava à
praia, pequena, somente um pouco d’água espalhando-se pela areia morna e
acariciando os pés daqueles que a admiravam. O som que chegava aos seus ouvidos
transmitia um sentimento indescritível.
A
garota virou-se, privando-se alguns segundos daquela visão linda que era o
oceano, para em vez disso olhar para o garoto ao seu lado, cujos cabelos loiros
eram açoitados pelo vento.
-
Eu te amo – sussurrou, juntando sua mão à dele e voltando o olhar para a imensidão
azul.
E
a resposta veio junto ao barulho das ondas.
“Eu também te amo.”
Marcadores:textos | 0
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Mini
16:33
| Postado por
Thais Pampado
Tinha
monstros no armário.
Até que
cresceu.
Marcadores:textos | 0
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As últimas folhas do outono
14:20
| Postado por
Thais Pampado
-Eu quero criar um
jardim. O nosso jardim.
O pequeno
portão de ferro rangeu quando foi aberto. Pedaços de tinta descolaram das
grades e colaram-se à mão do homem que o abrira, porém este não fez esforço
para limpá-los. Chamava-se Pedro. Ele era uma figura alta e magra, e usava um
sobretudo escuro para se proteger do frio daquela manhã de outono. Seus olhos,
de um azul extremamente claro, pareciam escurecer frente à paisagem que se
encontrava à sua frente.
Naquele espaço,
havia os restos de um jardim. Pedro se lembrava de como ele era antes: cheio de
cores, os aromas das flores preenchendo o ar, a grama macia cobrindo o chão. E
os risos dela sempre ecoando. De Marissa.
Foi ela que
teve a ideia de eles criarem um jardim. Ambos gostavam de mexer com plantas, e
aquele seria o lugar deles. Quase todos os dias iam para lá. Acompanharam as
flores surgirem e tomarem conta do espaço, as mudas de árvores ficarem mais
altas que eles e começarem a dar frutos, as folhas caírem no outono e
ressurgirem.
Costumavam
deitar-se na grama, conversando sobre bobagens, se beijando e rindo. Marissa
era uma pessoa alegre; seu riso era fácil e estava sempre pronto a sair de seus
lábios. Todos os dias, enquanto cuidavam do jardim, Pedro ficava ouvindo o riso
de Marissa.
Sempre achou
que aquele riso era uma parte do jardim. Ele estava entranhado nas folhas, nas
flores e nos frutos; era o que lhes conferia a vida e a beleza.
E então,
Marissa foi embora.
Levou
consigo seu riso, e Pedro ficou sozinho. Sabia que ela nunca mais retornaria ao
jardim deles, e por muito tempo também não voltou lá. Até que, um dia,
retornou, na esperança de encontrar algumas lembranças esquecidas.
Foi nessa
manhã fria, a última do outono, que se deparou com as flores murchas, a grama
ressecada e as árvores vazias com suas folhas amareladas caídas no chão. Não
havia mais cor, e o aroma no ar era agora o de abondono e tristeza; o jardim se
tornara um cemitério.
Pedro andou
por entre os resquícios do que um dia fora um lugar de felicidade, sentindo as
folhas estalarem sob seus pés. Seus olhos eram fendas de dor ao observar a
marca da perda de Marissa. Ele quase podia ouvir o fantasma de seus risos
ecoando, algo perdido para sempre. Ele tinha razão; o riso de Marissa, sempre
ecoando, era o que dava vida ao jardim. Sem ele, não havia mais nada.
Pedro parou
em frente ao que um dia fora uma macieira, onde algumas poucas folhas resistiam
em um galho mais baixo. Estavam já amareladas, fracas. O homem aproximou-se, e
com um puxão arrancou-as dali. Segurou-as firmemente na mão, sentindo-as
estalarem e se quebrarem entre seus dedos.
Então foi
embora do jardim, desta vez para sempre, deixando apenas uma trilha com as
últimas folhas do outono atrás de si.
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Quem escreve
Thais Pampado. 20 anos. Escritora e estudante de Produção Editorial. Apaixonada por livros e por escrever. Lê praticamente qualquer gênero, mas tem uma paixão especial por fantasia e YA.
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