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Resenha: L. A. Candy
12:52
| Postado por
Thais Pampado
Autor: Lauren Conrad
Páginas: 316
Sinopse: Um produtor de TV contrata Jane e Scarlett, melhores amigas recém-saídas da escola, para gravar um reality show sobre quatro jovens tentando ganhar a vida em Los Angeles. Scarlett estranha tanta atenção, mas Jane adora ter um bom apartamento e entradas VIP para boates. Até que um desentendimento entre as meninas pode ameaçar tanto sua amizade quanto o futuro do programa.
Quando peguei L. A. Candy para
ler, eu não tinha altas expectativas: queria um livro que fosse ok, o tipo de
leitura que não é muito profunda, é mais para passar o tempo. Logo que comecei
a ler pude perceber que foi uma coisa muito boa eu não ter expectativas, porque
ainda assim o livro me decepcionou.
De acordo com a sinopse, L. A.
Candy é, principalmente, sobre o que acontece quando duas meninas, Jane e
Scarlett, são convidadas para gravar um reality show em Los Angeles juntamente
com duas outras meninas, Gaby e Madison, e a fama que acompanha principalmente
Jane por causa do programa. O grande problema é que toda essa história de fama
e da exibição do reality show em si não acontecem até pelo menos a metade do
livro. Até então, a história é bem maçante. Eu esperava que o livro fosse
clichê, mas o nível a que ele chega é absurdo.
As personagens são totalmente
rasas e não passam de estereótipos (dos mais mal-desenvolvidos, por sinal).
Acredito que a única interação que realmente conseguiu me convencer um pouco
foi a de Jane com Braden, um cara que ela conhece logo que chega em LA e de
quem ela gosta, apesar do dilema de ele ter uma espécie de “namorada vai-e-vem”
sempre pairar entre os dois.
Não vou falar que o livro só tem
pontos negativos, pois isso não justificaria minha classificação. Quando,
finalmente, o reality show é exibido e Jane se vê alvo de uma fama que nenhuma
das outras meninas consegue alcançar, a história começa a ficar um pouco
melhor. Se tivesse começado daí, L.
A. Candy seria um livro muito mais interessante, em um estilo um tanto típico
de Gossip Girl, com amizades em conflito, mentiras, esquemas, boatos, tudo
envolto pelo glamour da fama. É previsível, mas esse não é o livro que você vai
pegar para se surpreender, mas sim para uma leitura despretensiosa e leve.
Quando eu digo que o livro
deveria ter começado desse ponto, também quis dizer pela maneira como ele
acaba. Tá bom que é uma trilogia, porém o que seria o ponto de conflito máximo
do livro acontece simplesmente nas últimas 10 páginas e é cortado no meio, do
nada, um dos piores cliffhangers que
eu já vi. Ainda não li os outros dois livros, mas tenho a impressão de que a
história inteira é do tipo que poderia ter sido contada em um volume só.
No geral, L. A. Candy foi uma
leitura ruim até a metade, e ok dali para a frente. Acredito que fãs de Gossip
Girl iriam gostar do estilo do livro, porém não se pode esperar muita
profundidade nas personagens ou na história.
Classificação Final
Marcadores:classificação 3,galera record,l. a. candy,lauren conrad,resenha | 0
comentários
Resenha: A Menina Que Ouvia Demais
15:01
| Postado por
Thais Pampado
Editora: Multifoco
Autor: Maurício Kanno
Páginas: 181
Sinopse: Veja o que acontece quando uma personagem começa a ouvir o narrador da própria história, além de sonhar com seu futuro! A menina aqui não rouba livros, mas seu novo 'superpoder' vai dar muita dor de cabeça a ela e ao sério profissional contador de histórias... Descubra no que isso vai dar e como esses desvios da normalidade foram acontecer. Prepare-se para conhecer a dimensão da criação de histórias e passear cinematográfica e teatralmente pelo ponto de vista de diferentes personagens. E aproveite - escrevi e ilustrei esta história viajante e maluca com o objetivo principal de divertir o leitor, do jeitinho como eu queria ler um livro. Com muitos diálogos, parágrafos e capítulos curtos, acontecimentos fantásticos e absurdos, sem descrições que não acabam mais.
A resenha
de hoje é sobre mais um livro de um autor nacional. A Menina que Ouvia Demais,
de Mauricio Kanno, é uma história única sobre uma personagem de um livro que
começa a ouvir seu narrador – e a conversar com ele.
Pessoalmente, eu adoro livros
que tenham em si mesmos qualquer referência ao processo de se escrever, narrar,
ler livros. A Menina que Ouvia Demais tem três “histórias”, que são alternadas
em cada capítulo mas que depois vão se entrelaçando: a primeira mostra a
“Dimensão da Criação Literária”, que é como se fosse um escritório onde os
funcionários são responsáveis por criar – narrar, organizar, etc – literatura;
a segunda mostra Isabel, uma pré-adolescente, com seus dramas do dia-a-dia, e,
por último, uma velha senhora, com a qual Isabel sonha de vez em quando e que
ela sente como se fosse ela mesma.
Cada uma dessas três histórias
vai se desenvolvendo ao longo do livro. Eu adorei, principalmente, os capítulos
da Dimensão da Criação Literária: eles são simplesmente hilários. A ideia do
Maurício das funções existentes nesse lugar, e das personagens ali presentes
que são quase tão peculiares quanto todo o resto, me fez ficar desejando que um
lugar desses fosse verdade. É impossível não rir com Bóris, o narrador da
história de Isabel... que fica em apuros quando a garotinha começa a ouvir sua
narração e, ainda pior, a falar com ele de volta.
Eu achei a personagem da Isabel,
quando pré-adolescente, um tanto quanto irritante. Acredito que esse fosse o
propósito, afinal, quem na idade dela não deu um pouco de dor de cabeça? Mas o
que me incomodou foi que, na maior parte do tempo, os capítulos dela pareciam
mais do mesmo, então depois de um tempo começava a me cansar da leitura.
Os capítulos sobre a velha
senhora, no entanto, foram se tornando cada vez mais interessantes. Não vou
entrar em detalhes para não dar spoiler, mas aos poucos você vai percebendo
coisas que se relacionam com o que está acontecendo nos capítulos de Bóris e
Isabel, e é extremamente divertido acompanhar esse quebra-cabeça que vai
fazendo sentido.
Algumas vezes, a escrita e a
alternância de personagem me deixaram um pouco confusa e demorava um pouco para
eu entender quem era o foco no momento. Os diálogos entre Bóris e Isabel,
principalmente, eram difíceis de entender, misturando partes da narração do
Bóris com os pensamentos e as falas do mesmo.
No geral, esses detalhes não
foram altamente prejudiciais para a leitura. Do meio do livro para o final, os
acontecimentos vão se tornando cada vez mais loucos e frenéticos, e é impossível
não dar risada das trapalhadas dos personagens da Dimensão de Criação
Literária. A Menina Que Ouvia Demais foi um livro rápido de se ler, divertido,
com uma ideia bastante original e que certamente agradaria o público juvenil.
Classificação Final:
Resenha: Tudo Sobre Garotas
11:37
| Postado por
Thais Pampado
Editora: Agir
Autor: Cláudia Felício
Páginas: 104
Sinopse: A maioria das garotas tímidas é insegura e tem bastante medo de pagar mico. Para elas,quando mais passarem despercebidas melhor. Agora, vamos ser honestas? Você conhece alguém que nunca pagou mico? Só quem não viveu! E não é isso que você quer para si,é? Falar bobagem, tropeçar, passa mal, todo mundo passa por isso! O pior que pode acontecer é você sentir vergonha na hora, mas garanto que não é o fim do mundo.Depois de um tempo, ninguém mais se lembra.
O nome do livro Tudo Sobre Garotas já dá uma boa pista de seu conteúdo. De maneira descontraída, a autora aborda diversos assuntos com os quais muitas garotas se deparam ao entrarem na adolescência: garotos, amigas, timidez, bullying... entre vários outros.
Enquanto lia o livro, não pude
deixar de compará-lo à revistas como a Capricho e Toda Teen. O modo de
abordagem, a linguagem, é tudo muito parecido, de modo que é quase uma revista
em formato de livro. Cláudia Felício descreve situações em que muitas garotas
já se encontraram várias vezes, e dá dicas para lidar com elas. Um dos
capítulos que achei mais interessantes foi aquele que trata sobre o bullying e
o cyberbullying, que é um problema
muito comum hoje em dia e com o qual muitos adolescentes não sabem como lidar.
Seja sendo, ainda que inconscientemente, um agressor, seja no papel da vítima,
a autora mostra como perceber se você está praticando bullying assim como os
passos a se tomar se você é vítima de uma situação dessas, informações que muitos
jovens não possuem e que são muito úteis.
O livro ainda traz, no mesmo
estilo das revistas, alguns testes para você saber coisas como, por exemplo, se
você é tímida ou não. Na minha opinião,
eu não entendo a utilidade desses testes, já que trazem opções extremistas
extremamente padronizadas, que você já sabe a qual resultado vai levar
dependendo da opção que escolher. Outra coisa (que, mais uma vez, é comum nesse
tipo de publicação) que acho que não seja uma coisa tão boa é o estereótipo que
se tem dos garotos. Há um quê de pessimismo em relação ao que é tido como a
atitude provável e esperada em diversos casos. Pensando no público a que esse
livro é destinado, esses estereótipos não são novidade, porém eu acho que isso
é algo que deveria ser mudado nas publicações deste tipo.
No
geral, Tudo Sobre Garotas tem seus pontos bons e ruins, abordando alguns temas
de forma útil e outros dentro de um padrão esperado e padronizado. É um livro
curtinho e fácil de ler, interessante para o público infanto-juvenil feminino.
Classificação Final:
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Quem escreve
Thais Pampado. 20 anos. Escritora e estudante de Produção Editorial. Apaixonada por livros e por escrever. Lê praticamente qualquer gênero, mas tem uma paixão especial por fantasia e YA.
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